MEMÓRIAS DAS TURMAS DO ENSINO MÉDIO (2018-2020) DA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL – ETEC DE SUZANO
Palavras-chave:
afetividade, escrita, leitura, memórias, relato de práticaResumo
Este relato de prática visa divulgar a atividade desenvolvida por professor[1] e estudantes, nas aulas de língua portuguesa, do ensino médio em unidade escolar da região metropolitana da grande São Paulo, periferia do município de Suzano, Vila Urupês, a escola pertence ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS). A atividade de Memórias das turmas do ensino médio é conduzida há anos, no fim do terceiro ano, e foi inspirada especificamente nas – experiências – da guarda de memória dos Ginásios Estaduais Vocacionais e do Ginásio Israelita Brasileiro Scholem Aleichem e algumas concepções do educador Célestin Freinet (1896-1966) e do patrono da educação brasileira, o pernambucano Paulo Freire (1921-1997). Nos anos anteriores foi vivida no presencial, em 2020 devido a pandemia, foi praticada no digital (DUDENEY; HOCKLY; PEGRUM, 2016) com aproximadamente 120 estudantes, no ensino remoto. A produção de texto (ANTUNES, 2019) de memórias é formada por dez questões discursivas em folha avulsa, respondidas em sala de aula, sobre as – vivências – destes estudantes na escola com foco na afetividade (FREIRE, 2019) como: quem você era antes de entrar e quem você é ao sair da escola, seus melhores momentos na Etec e de sua turma, aulas e professores marcantes, perspectivas para o futuro pessoal e profissional, como se organizou, o que faria de diferente em sua “passagem” na escola, o que espera de Suzano, Brasil e do mundo em dez anos e por fim o aluno deixa um recado para quem vai estudar na escola no futuro. Alguns estudantes também colam uma foto 3x4, nesta folha, na unidade há um arquivo de fotos 3x4 destes estudantes, que já foram utilizadas. As turmas são avisadas que quaisquer pessoa, em qualquer momento poderá ler seus textos. Nas últimas edições esta informação foi colocada na folha das questões entregues às turmas. Este gênero discursivo-textual “memória”, em geral, é lido pelos futuros estudantes que entrarão na escola, no ano subsequente, entre os meses de fevereiro e março somando-se aos outros registros já elaborados anteriormente. A ideia é evidenciar que o espaço de ensino e aprendizagem é permeado por emoções, laços e múltiplas narrativas e histórias, antes das chegadas das novas “personagens”, outras tantas, já estiveram por ali construindo seus caminhos. A produção do texto de memória “costura” diversas vidas quando feitas e lidas, trajetórias que fazem a vida do espaço escolar.
Referências
ANTUNES, I. Aula de português: encontro & interação. São Paulo: Parábola Editorial. 2019.
DUDENEY, G., HOCKLY, N. e PEGRUM, M. Letramentos digitais. São Paulo: Parábola, 2016.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra. 2019.
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