UMA BREVE REFLEXÃO A CERCA DA PRODUÇÃO RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS ANTES, DURANTE E DEPOIS DA COVID-19
Palavras-chave:
educação aberta, licenças abertas, material didático, REAResumo
A pandemia da COVID-19 trouxe para o cenário educacional um hábito que não era comum a grande maioria dos professores: a produção de material didático. Com a migração do ambiente escolar presencial para o ambiente escolar digital, muitos se viram obrigados a produzir o seu próprio material didático como meio de facilitar o aprendizado dos estudantes sem a presença física docente. Além disso, cabe ressaltar que o incentivo à produção de material didático pode ser visto em documentos legais que regem a educação. Porém, o que se espera com esta proposta é saber se os materiais produzidos estão na concepção dos recursos educacionais abertos (REA), visto que os REA encontram-se inseridos em documentos oficiais como o Plano Nacional de Educação (PNE) que no ano de 2014, com a Lei 13.005, estabeleceu diretrizes e metas para a política educacional a serem cumpridas no período de 2014 a 2024, como também no PNE (2014) encontramos os REA nas Metas 5 e 7. Também cabe mencionar que órgãos intergovernamentais como a ONU e a UNESCO promovem a produção de REA porque já se sabe que os recursos educacionais abertos são instrumentos para a educação inclusiva, equitativa e de qualidade. Dessa forma, este trabalho visa verificar se os materiais produzidos estão inseridos nos princípios da Educação Aberta, sendo a produção de Recursos Educacionais Abertos (REA) um viés para que a Educação seja um direito garantido a todos, e principalmente verificar se os professores conhecem/produzem REA, se conhecem a lei de direitos autorias e se fazem uso de licenças abertas como as licenças Creative Commons. Esses objetivos convertem em uma reflexão analítica sobre a produção de REA no cenário educacional brasileiro tanto no momento pandêmico, como antes dele e como será no pós-pandemia. Esta proposta baseia-se no Plano Nacional de Educação (2014), no objetivo 4 da ONU (2015) traçado para cumprimento até 2030 e nas diretrizes da UNESCO (2002; 2019), além de aporte teórico em Butcher (2011), Lévy (1999) e Wiley (2015).
Referências
BUTCHER, N. Um Guia Básico sobre Recursos Educacionais Abertos (REA). Tradução da UNESCO. Paris, França: UNESCO e COL, 2011. Disponível em:
<http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/HQ/CI/CI/pdf/publications/basic_guide_oer_pt.pdf >. Acesso em: 12 out. 2020.
ONU. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Disponível em: https://brasil.un.org/. Acesso em: 12 de out. 2020.
PNE. LEI N° 13.005/2014. Disponível em: < http://pne.mec.gov.br/> Acesso em: 12 de out.
UNESCO. Diretrices para la elaboración de políticas de recursos educativos abiertos, 2019. Disponível em: <https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000373558> . Acesso em: 12 de out. 2020.
WILEY, David. The Access Compromise and the 5th R. Disponível em: <https://opencontent.org/blog/archives/3221>. Acesso em: 13 out. 2020
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