EXPERIÊNCIAS DESVELADAS DA DITADURA
A LITERATURA ENQUANTO REESCRITA DA HISTÓRIA
Palabras clave:
história, memória, ditadura, testemunho, literaturaResumen
O presente artigo parte do romance reportagem da autora Daniela Arbex intitulado Cova 312 para tratar de questões como testemunho e memórias traumáticas oriundas da ditadura brasileira. Para tanto, utiliza-se de referencial teórico proposto por Agamben (2008) para debater a questão do testemunho, e de Benjamin (1996) e Gagnebin (2009) para discutir a escrita da história no tempo presente. Sendo o livro composto por dezenas de testemunhos de militantes que vivenciaram o período da ditadura, entende-se que também a autora opera enquanto uma testemunha da história do Brasil, ao dar escuta aos relatos traumáticos dos sobreviventes do período militar. Os testemunhos propiciam uma reflexão sobre passado e memória, em que questões como acesso à verdade e à justiça se entrelaçam às possibilidades do testemunho e à escrita da história no tempo presente.
Citas
AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz: o arquivo e a testemunha (Homo Sacer III). São Paulo: Boitempo, 2008.
ARBEX, Daniela. Cova 312. São Paulo: Geração Editorial, 2015.
BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Obras Escolhidas Vol 1. Tradução Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1996.
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Memória, história, testemunho. In: Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Editora 34, 2009.
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Verdade e memória do passado. In: Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Editora 34, 2009.
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